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Trigo surpreende com novos negócios no Sul

Em Santa Catarina, a semana foi considerada estável


Em Santa Catarina, a semana foi considerada estável Em Santa Catarina, a semana foi considerada estável - Foto: Pixabay

O mercado de trigo na região Sul apresenta negociações pontuais e influência de fatores como volatilidade de preços, câmbio e limitações de armazenamento. Dados divulgados pela TF Agroeconômica indicam que a semana foi marcada por ritmo moderado de negócios e movimentos distintos entre os estados produtores.

No Rio Grande do Sul, o mercado ficou um pouco retraído diante das oscilações recentes. Ainda assim, foram reportadas negociações de pelo menos 4 mil toneladas ao redor de R$ 1.150 a R$ 1.180 FOB, ou valores equivalentes na condição CIF com frete incluído. Também há indicação de comprador interessado na safra futura 2026/27 no porto de Rio Grande a R$ 1.200 sobre rodas, com possibilidade de ajuste conforme o comportamento do mercado. No interior, o preço de referência ao produtor avançou para R$ 55 por saca em Panambi.

Em Santa Catarina, a semana foi considerada estável, mas com pressão de armazenagem para liberação de espaço. Houve registros de lotes pontuais de trigo melhorador negociados a R$ 1.250 FOB, com volumes reduzidos. Para o trigo tipo 2, cerca de 150 toneladas foram comercializadas a R$ 1.050. Moinhos continuam comprando produto no Rio Grande do Sul. Nos preços de balcão pagos aos produtores, as cotações permaneceram em R$ 59 por saca em Canoinhas, R$ 60 em Chapecó e R$ 61 em Joaçaba. Rio do Sul registrou R$ 62, enquanto São Miguel do Oeste recuou para R$ 62,75 e Xanxerê avançou para R$ 64.

No Paraná, a valorização de 1,62% do dólar encareceu as importações de trigo e de farinha. As negociações internas evoluíram para cerca de R$ 1.350 CIF moinhos, com entrega entre maio e julho. No curto prazo, o principal limitador é a falta de espaço nos moinhos, o que sinaliza moagem mais baixa e menor volume de vendas de farinha.

No mercado externo, seguem duas ofertas de trigo argentino no porto de Paranaguá a US$ 275 por tonelada, com retirada até 15 de abril e acréscimo de US$ 15 por tonelada a cada dez dias após esse prazo. O cálculo de reposição indica custo aproximado de US$ 286 por tonelada, considerando frete marítimo, demurrage, descarga, armazenagem e demais despesas de importação. Também há disponibilidade de farinha argentina armazenada em Barracão, no Paraná, ofertada ao mercado.
 

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